terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

Boa primeira parte dá vitória importante

No primeiro jogo do ano, a Briosa recebeu o Estoril no Estádio Cidade Coimbra a contar para a terceira fase da Taça da Liga (ou Callsberg Cup, como lhe quiserem chamar).
Depois de todo a polémica gerada em redor da passagem a esta fase (se passaria a Académica-OAF ou o Portimonense) a Liga de Clubes decidiu dar a passagem à equipa de Coimbra o que motivou que André Villas Boas, treinador dos estudantes, proferisse declarações um pouco polémicas na conferência de imprensa que antecedeu a partida.

Perante um plateia com pouco mais de 800 espectadores ( 829 números oficiais dos quais peço permissão para duvidar) o jogo começou com a Briosa no comando das operações empurrando de imediato a equipa visitante para junto da sua área.
Cedo se percebeu que o golo dos estudantes estava para breve e Éder voltou a fazer um golo de belo efeito.

João Ribeiro trabalhou bem perante os defesas e cruzou para o interior da área onde apareceu Éder, o Adebeyor do Mondego, de costas para a baliza, que com uma cabeçada cheia de intensidade fez o primeiro golo da Académica.

O Estoril não conseguiu reagir à desvantagem no marcador e a Briosa aproveitou para aumentar o marcador.

Pedro Costa, que foi titular nesta partida, cruzou para o segundo poste onde apareceu Lito completamente livre de marcação e que não perdoou fazendo assim o segundo golo da equipa de Coimbra.

Perto do intervalo Antchouet teve uma grande oportunidade para reduzir o marcador, mas frente a Rui Nereu rematou mal e a bola acabou por sair pela linha de fundo.

Depois do intervalo a história foi outra. A Académica apareceu adormecida e foi o Estoril que mais dominou, mas diga-se que sempre sem causar grande perigo.

O Estoril chegou ao primeiro golo através de uma grande penalidade bem assinalada. Antchouet não tremeu na hora de marcar o castigo máximo.

Até ao final o jogo foi sempre comandado pela equipa visitante que tentou de tudo para chegar ao empate, mas a vitória acabou por sorrir aos estudantes.

segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

Briosa não treme frente ao Leixões

A Académica entrou para o jogo a saber que tinha de vencer para deixar os últimos, uma vez que a equipa do Leixões SC é um adversário directo na fuga ao fundo da classificação

A tarde estava muito fria, mas isso não afectou a equipa de Coimbra que  somou a terceira vitória consecutiva em casa para o campeonato Nacional. Resultado final: 2-0 

Os estudantes entraram bem na partida. E começaram a dominar a partida desde dos primeiros minutos, o que levou, mais uma vez, a que a Briosa chegasse ao golo muito cedo. Numa incursão ao ataque, o defesa esquerdo, Emídio Rafael, tem uma grande jogada individual e depois de ultrapassar um adversário “disparou” um remate indefensável para Diego. 

No minuto seguinte a resposta forasteira. Faioli, na conversão de um livre directo, fez a bola embater na trave com estrondo, alertando a Académica que a equipa liderada por José Mota estava em Coimbra para ganhar pontos. 

Mas a passagem do minuto 20 mostrou-se demasiado penosa para o Leixões. O defesa direito, Jean Sony, levou dois amarelos em apenas 4 minutos (17' e 21') e foi para os balneários muito cedo. 

Mesmo a jogar contra 10 jogadores, a Briosa nunca teve descanso. O Leixões, obrigado a repensar a táctica, saía em contra ataques rápidos em direcção à baliza de Rui Nereu. Nos últimos minutos da primeira parte, os nortenhos eram quem comandava a partida, mesmo com um jogador a menos. 

Na segunda parte a Briosa voltou a aparecer no comando das operações. Com boas movimentações de Éder e Sougou na frente de ataque os estudantes aproximavam-se com perigo da área do Leixões. Sougou chegou mesmo a avisar, obrigando Diego a uma excelente defesa. 

Perante a grande “avalange”  da equipa da casa, José Mota colocava em campo homens de ataque o que fez com que os estudantes voltassem a sentir algumas dificuldades. Mas ao minuto 70, e já com  Lito em campo, a Briosa aproveitou o facto dos jogadores do Leixões estarem balanceados no ataque, e numa rápida saída chegou ao segundo golo. 

Sougou no lado direito cruza para o primeiro poste onde apareceu Lito que, à segunda, aumentou o marcador e colocou um “ponto final” no jogo. 

Com este resultado a Briosa vence o terceiro jogo em casa e ganha 3 pontos fundamentais para a fuga aos últimos lugares da liga. Na próxima jornada a Académica desloca-se à Madeira para defrontar o Nacional.

Académica diz adeus ao último lugar

A Académica recebeu este fim-de-semana o Vitória de Setúbal e venceu por 3-0. Com este resultado a equipa de Coimbra deixou o último lugar da classificação geral e subiu à décima posição


A tarde estava fria e a chuva só por momentos abandonou o Estádio Cidade de Coimbra. Mesmo assim, os estudantes não se deixaram afectar pela “tempestade” e desde do apito inicial comandaram a partida.

Durante  a maior parte do primeiro tempo, a equipa liderada por Manuel Fernandes raramente conseguiu sair com a bola controlada do seu meio campo e só em ataques rápidos conseguia chegar perto da baliza de Rui Nereu.

A tempestade era grande nos céus de Coimbra e no relvado havia um furacão que não deu descanso à defesa sadina: Sougou. O avançado senegalês teve uma tarde endiabrada e acabou por facturar dois dos três golos academistas.

Aos 21 minutos Nuno Coelho recupera a bola ainda dentro do meio campo do Vitória de Setúbal e, após uma boa jogada de envolvimento atacante, o médio Tiero ofereceu a Sougou a oportunidade de inaugurar o marcador. O avançado academista ainda teve tempo de deixar Zarabi completamente “pregado” à relva e fez o primeiro da partida.

Mesmo com o resultado a favor da Briosa, os estudantes não deixaram de comandar a partida, enquanto que o Vitória de Setúbal se mostrava uma equipa demasiado frágil e sem argumentos para contrariar a superioridade da Académica. Só por uma vez a equipa sadina causou calafrios a Rui Nereu, mas o chapéu de Hélder Barbosa saiu um pouco por cima da baliza.

Ao intervalo a Briosa vencia por uma bola a zero e os adeptos estavam agradados com a exibição. No relvado houve tempo para algo pouco habitual. O sócio n.º 16 da claque Mancha Negra, Pedro Teixeira, pediu a sua namorada, Sónia Abrantes, em casamento com o público todo a ouvir e a aplaudir. Com o respectivo anel em sua posse, o “sim” foi a resposta ouvida.

No segundo tempo a Académica voltou a ser mais forte. Logo aos 49 minutos, os estudantes aumentaram o marcador. Tiero converteu um livre directo de forma sublime, não dando quaisquer hipóteses a Nuno Santos que ainda voou, mas nada havia a fazer.

O terceiro golo da Briosa aconteceu de grande penalidade. João Ribeiro, que foi subindo de forma ao longo do jogo, sofreu falta dentro da área e o árbitro, André Gralha, não hesitou a apontar para a marca do “castigo máximo”. Sougou não facilitou e converteu de forma exímia, estabelecendo assim o resultado final.

Nota importante para a vitória da Académica. A equipa de André Villas Boas mostrou segurança e boas trocas de bola durante os 90 minutos. De realçar também o regresso à competição de Miguel Pedro.

Jorge Jesus em Coimbra

O treinador do Sport Lisboa e Benfica foi visto no estádio Cidade de Coimbra. Jorge Jesus aproveitou o jogo para analisar a equipa da Académica, visto que na próxima jornada, domingo às 20h15, os encarnados receberem a Briosa no estádio da Luz.

Emoção ficou guardada para o fim

Um jogo que prometia grande emoção entre dois rivais acabou por ser um encontro frio, muito longe das balizas. O melhor ficou guardado para o final do jogo quando, com um grande golo, Cris fez o primeiro da partida (89') e pouco depois Diego Gaúcho empatou o jogo (92') que poderia ter sido bem diferente. 1-1 foi o resultado final



Tarde chuvosa na cidade do Lis, que recebia o derby regional entre a equipa da União de Leiria e a Académica de Coimbra. Devido à meteorologia, o relvado do estádio Dr. Magalhães Pessoa não se encontrava nas melhores condições, obrigando os jogadores a maior esforço físico.
O encontro começou a um ritmo que prometia vir a ser bem disputado, mas rapidamente os processos das duas equipas se tornaram demasiado lentos, acabando por se tornar num jogo muito concentrado a meio campo.
O União de Leiria teve uma grande oportunidade de golo logo ao minuto 6, quando Berger fez um atraso para Rui Nereu e o guarda-redes academista  escorregou colocando a bola à mercê de Carlão. O avançado ainda rematou, mas Berger salvou a Briosa mesmo em cima da linha de golo.
A Académica que até este lance dominava a partida, a partir daqui deixou que a equipa comandada por Lito Vidigal passasse para o comando do jogo. Mas isso não significava perigo junto das balizas. Duricic durante a primeira parte foi um mero espectador, pois a bola raramente chegou perto da sua área. Ao contrário de Rui Nereu que ao longo do primeiros 45' sofreu alguns sustos.
O caso do jogo apareceu ao minuto 28 quando João Ribeiro, um dos melhores jogadores da Académica, foi derrubado à entrada da área. O avançado tentou rematar de primeira a um cruzamento da direita, mas foi parado em falta não conseguindo assim rematar á baliza de Duricic.
Na segunda parte a Académica foi dona e senhora do jogo. Logo no início novamente João Ribeiro obrigou o guarda-redes leiriense a uma defesa apertada. Mesmo com o domínio da partida, os estudantes não conseguiam criar muito perigo. O União de Leiria limitava-se a tentar suster o ímpeto ofensivo. Excepção ao minuto 65' quando Paulo Vinicius desperdiçou a grande oportunidade da sua equipa na segunda parte.
Os leirienses começavam a mostra debilidades físicas enquanto que a turma de Coimbra tentava chegar ao golo.
Cris, o melhor em campo da Briosa, fez um grande golo (89'). O médio academista deu o melhor seguimento a um cruzamento de Miguel Fidalgo (que apareceu sozinho no lado direito do ataque ficando a dúvida se estaria fora de jogo), conseguindo de calcanhar desviar a bola de Duricic.
Quando toda a gente esperava o apito final do árbitro Hugo Pacheco o Leiria chegou à igualdade. Na sequência de um canto Diego Gaúcho aproveitou a desconcentração da equipa forasteira e cabeceou para o fundo da baliza de Rui Nereu.
No minuto seguinte o árbitro apitou para o final do jogo. Um resultado que poderia ter sido outro para a turma de Coimbra. Assim a Briosa continua no fim da tabela com 7 pontos, enquanto que o União de Leiria está na sétima posição com 14 pontos.

Primeira vitória da Académica

A Académica recebeu o Vitória de Guimarães no estádio Cidade de Coimbra e venceu pela primeira vez no campeonato Nacional 2009/2010. Os minhotos tiveram poucos argumentos para uma Briosa organizada e coesa. 2-0 foi o resultado final.



Num jogo em que era importantíssimo a Académica vencer, a equipa de Coimbra não desiludiu. O Guimarães “colocou-se a jeito”, como disse o seu técnico, e saiu da cidade dos estudantes com uma derrota por duas bolas a zero.
Desde da entrada de André Villas Boas na liderança da Académica, a turma de Coimbra ganhou identidade e começa agora a interiorizar os métodos do jovem técnico. A Briosa ainda está longe da forma da época passada, mas já começa a ter a marca do seu novo treinador.
O jogo começou a um ritmo calmo, com as duas equipas a lutarem muito a meio campo e sem darem trabalho aos dois guarda-redes. Foi a Académica a primeira equipa a conseguir impor o seu jogo empurrando os vimaranenses para junto da sua área.
O primeiro lance de real perigo só aconteceu aos 25 minutos, quando Pedrinho cruzou para o centro da área onde apareceu Éder que cabeceou colocado mas com pouco força. Dois minutos depois o Guimarães, através de um livre à entrada da área, criou perigo a Rui Nereu. No entanto, o guarda-redes academista susteve o remate de Desmarets.
Aos 34 minutos, a Briosa chega ao primeiro golo, através de uma grande penalidade. João Ribeiro no lado esquerdo entra na área e, quando tenta o remate, a bola bate no braço de Moreno. O árbitro não teve dúvidas e assinalou de imediato a marcação do castigo máximo. Sougou chamado a marcar, não perdoou e rematou ao ângulo da baliza sem dar qualquer hipótese de defesa a Nilson.
O Vitória não conseguia reagir e antes do final da primeira parte a Briosa esteve perto de aumentar o marcador. Um desentendimento entre Nilson e Andrézinho deixou a bola à mercê de Sougou. O senegalês não conseguiu rematar e a bola acabou por sair pela linha final.
Na entrada para o segundo tempo o Vitória trouxe maior força ofensiva e esteve perto de marcar. Ao minuto 47, Douglas completamente sozinho no centro da área cabeceou à figura de Rui Nereu quando se exigia que o avançado fizesse muito melhor.
Como quem não marca sofre, Éder deu o melhor seguimento a um bom cruzamento de João Ribeiro e cabeceou para o fundo das redes do desamparado Nilson.
Até final da partida a Académica conseguiu aguentar o ímpeto ofensivo dos minhotos que se mostravam com poucas ideias para chegar perto da baliza de Rui Nereu.
No final o resultado foi de 2-0 para Académica, que assim chegou ao primeiro triunfo desta época.

sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

Mudanças

Caros leitores! Venho informar que o blog "Biqueiro na Canela" vai passar a ter textos praticamente só na Académica. O motivo desta mudança é o excessivo trabalho que tenho tido e o pouco tempo que tenho dedicado ao blog. Por isso, vou começar por colocar aqui crónicas que faço dos jogos da Académica para um jornal, e continuarei a fazer novas, e melhores (espero), crónicas. Outro dos motivos é que por motivos de "trabalho" (coloco entre aspas porque é um trabalho que faço por gosto e principalmente para o jornal universitário) vou a praticamente a todos os jogos da Académica. Também o pouco tempo que tenho dedicado ao blog tem levado a que os textos não tenham tido grandes qualidades, pelo que não me revejo nesse tipo de "trabalho".
Mais uma vez peço desculpa a todos os leitores (sim pai, peço desculpa a ti) por esta mudança.

terça-feira, 1 de Dezembro de 2009

"Um derby é sempre um derby"

O jogo entre o Benfica e Sporting em Alvalade foi a grande montra da jornada. O Benfica pelo bom futebol que pratica e o Sporting pelas dificuldades que tem passado nos últimos tempos e por ser "obrigado" a ganhar para não perder a carruagem.

O resultado final foi o empate e diga-se que justo. O jogo decorreu a um ritmo não muito rápido como costuma ser hábito nos grandes derby's do nosso país. Ambas as equipas não queriam arriscar pois poderia ser fatal.

O árbitro teve praticamente sempre bem. Excepção feita para o cartão amarelo mostrado a Adrien quando o médio leonino entrou  por trás, em tesoura, às pernas de Saviola. Noutro campeonato o cartão teria sido de outra cor. ( e como mandam as leis da FIFA)

As duas equipas tiveram praticamente as mesmas oportunidades de golo. O momento alto do jogo foi mesmo o grande remate de Miguel Veloso e consequente grande defesa de Quim. A cerca de 30 metros da baliza o médio do Sporting disparou um remate forte e colocado que iria entrar mesmo juntinho ao poste não fosse Quim voar e com uma enorme defesa ter negado o golo.

O guarda-redes dos encarnados cerrou o punho e como que a defesa tenha sido uma injecção de confiança, que muito tem precisado. Carlos Queirós viu este jogo e bem que pode tirar da baliza da selecção aquele mediocre guarda-redes que lá tem estado. Há bem melhor em Portugal.

Pelo meio houve bons lance de ataque e para quem pensava que o jogo iriam ser favas contadas para o Benfica bem se enganou.

"Um derby é sempre um derby", já dizia o meu avô. Nestas alturas quem está mal esquece que está mal e quem está bem só quer continuar a vencer. Ou como dizia o outro: " As equipas pequenas galvanizam-se sempre contra o Benfica e temos de ter cuidado com o clube que está em oitavo classificado".

Com este resultado o Benfica deixou fugir o Braga (que venceu sem dificuldades o União de Leiria) e o Fc Porto, com a sorte que costuma caracterizar a equipa de azul e branco, lá conseguiu vencer o grande Rio Ave. O Sporting lá continua no meio da tabela, embora mostre que em breve comece a subir degrau a degrau, mas não será tarde?

Acabo deixando um repto aos adeptos leoninos. Só porque empataram com o Benfica não precisam de dizer que já têm um grande plantel. Tenham calma. Se com o Paulo Bento este plantel era mau, não é com o Carlos Carvalhal que vai ser melhor. Mas eu compreendo e por isso é que AMO o FUTEBOL. Um dia são bestas e depois de um empate são os maiores!