Na estreia de André Villas Boas na liga portuguesa a Académica tinha a difícil tarefa de se deslocar ao estádio do Dragão para defrontar os campeões nacionais. A Briosa vinha de resultados que colocavam a equipa de Coimbra no último lugar da classificação geral e sem vitórias nesta época.
A Académica entrou no terreno do Fc Porto bem organizada (finalmente!!) e conseguiu mesmo causar muitos problemas à equipa liderada por Jesualdo Ferreira. Sem meter o autocarro à frente da baliza, Villas Boas conseguiu montar uma estratégia onde "estrangulava" a equipa da invicta na zona de construção. Com esta estratégia a Briosa conseguiu enervar a equipa do Porto e os seus adeptos. Ao intervalo a Académica tinha mais remates e não sofreu problemas junto da sua baliza. O Porto tinha graves problemas para ultrapassar a estratégia bem delineada e bem estudada que a equipa de Coimbra trazia. Antes do intervalo ainda houve tempo para uma grande penalidade não assinalada contra o Fc Porto. Bruno Alves agarrou completamente Orlando. O Árbitro marcou falta ofensiva!!!
Na segunda parte apareceu o tão incompreendido Mariano. O médio do Porto, que tantas vez é assobiado durante os jogos pelos adeptos (e antes do jogo voltou a acontecer), fez um golo invulgar quando cabeceou uma bola à entrada da área. O esférico passou por toda a gente que estava no meio da área e entrou na baliza sem dar hipóteses a Rui Nereu. Os estudantes ainda protestaram por alegado fora de jogo de Falcão que terá importunado a visão do guarda redes.
O Fc Porto conseguia então o primeiro golo e sem tirar o pé do acelerador e com uma oferta do central Orlando, lá chegou ao ao dois zero pelo inevitável Farias. O argentino, que não passa de suplente sabe-se lá porquê, entrou e marcou um golo repleto de oportunismo.
Nesta a fase a Briosa passava por algumas dificuldades, pois a fadiga dos jogadores, principalmente do meio campo, começava a ser evidente. O Porto aproveitou e colocou-se em vantagem.
A Académica reagiu e Miguel Pedro, depois de um excelente combinação com Éder, fez um golo de belo efeito. A equipa da invicta começava então a tremer e a sentir alguma pressão por parte dos estudantes que nunca se desorganizaram e procuraram sempre o empate. Até que apareceu o caso do jogo. Guarín tem uma jogada individual a meio campo e quando coloca a bola na frente onde aparece Ernesto Farias, supostamente em posição irregular, que isolado não falhou acabando por bisar na partida. Até ao final, a Académica ainda conseguiu reduzir o marcador através do avançado Sougou com um remate moinho já dentro da área não deu qualquer hipótese a Helton. Antes do remate, o senagalês dominou a bola com o braço o que lhe permitiu posicionar a bola da melhor forma para o remate.
Pouco depois terminava a partida com alguma injustiça no resultado.
Quarta-feira, 28 de Outubro de 2009
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